
O Museu Kuahí é uma referência internacional em museologia indígena, sendo gerido com a participação direta dos povos Karipuna, Palikur, Galibi-Marworno e Galibi-Kali’na. Localizado no extremo norte do Brasil, na fronteira com a Guiana Francesa, o museu é um centro de resistência cultural que expõe a arte plumária, cestaria, cerâmica e a cosmologia das comunidades do Oiapoque. "Kuahí" é o nome de um peixe pintado no corpo e também o nome de uma constelação, simbolizando a conexão profunda destes povos com a terra, a água e o cosmos.
Endereço
Av. Barão do Rio Branco, n 160 - Centro, Oiapoque - AP, 68980-000, Brasil
Horário de funcionamento
Fechado agora
Sexta-feira | Atendimento 24 horas
Ingressos
Entrada Gratuita
Visitas
Aceita Grupos
Fundação
2007
"Após quase sucumbir ao descaso, o Museu Kuahi dos Povos Indígenas do Oiapoque ressurge, imponente, na avenida principal da cidade. O prédio, outrora pálido, ganhou cor - e não qualquer cor: um laranja vistoso e um painel de grafismos, personificando a alegoria da resistência dos povos que representa - Karipuna, Galibi-Marworno, Palikur-Arukwayene e Galibi Kali’na. Não é exagero dizer que o prédio renasceu! E se o museu fosse apenas bonito, já seria muito. Mas o Kuahi tem um requinte raro: é vivo! Não há aqui aquele silêncio funerário dos museus que tratam o passado como cadáver. No Kuahi, o passado respira, fala, explica. Os povos ali representados estão presentes, de corpo, gesto e palavra. São eles que recebem o visitante, que narram, que contam as histórias como quem as viveu (porque as viveram). O Kuahi fala em múltiplas línguas. Entrar no Kuahi é menos visitar um museu do que ser recebido em uma aldeia do tempo — da memória, mas também do futuro —, um lugar onde o verbo “sobreviver” ganha o sentido pleno de “continuar existindo apesar de tudo”. O visitante, acostumado a ver museus guardados por vigilantes sonolentos, surpreende-se ao ser recebido por alguém que sabe o que está mostrando — e, mais do que isso, tem o direito de mostrá-lo. O Kuahi, nesse sentido, é a antítese da vitrine: não exibe o outro, convida ao encontro. Há, porém, uma ironia mais funda: enquanto o país se apressa em esquecer, o Kuahi insiste em lembrar. Num território onde a memória costuma ser tratada como um incômodo e o passado como fardo, o Museu Kuahi dos Povos Indígenas do Oiapoque se ergue como desvio — ou milagre. Ele nos recorda, com serena teimosia, que o Brasil começou muito antes de ser Brasil, e que ainda há quem se lembre disso."
"Muito interessante , ótima opção pra conhecer mais sobre povos originários e arte"
"Diferentemente dos museus do Brasil, o museu Kuahi é um lugar cuidado pelos próprios indígenas do Oiapoque, é um espaço fundamental de preservação e valorização da cultura, história, línguas e identidade dos povos originários da região. Sua importância vai além da conservação de artefatos e memórias; ele representa um espaço de autonomia e protagonismo indígena, onde as próprias comunidades contam suas narrativas, apresentam suas riquezas materiais, resistindo aos processos históricos de apagamento e marginalização. O Kuahi é um local vivo de transmissão de saberes, de belezas e criações."
"O museu kuahi dos povos indígenas traz uma emblema de cultura local no município de Oiapoque-Ap, é um ponto turístico e de pesquisa. Ela apresenta diversas acervos matérias e imateriais que sirvam para demostrar as culturas e valorização dos povos indígenas Karipuna, Palikur-Arukwayene, Galibi Marworno e Kal'ina. É rica de memórias históricas de alguns líderes indígenas mestres das aldeias."
"O espaço mais importante de difusão sobre a cultura e história dos Povos Indígenas do Oiapoque. Em breve estará reinaugurado!"
Centro, Feira de Santana - BA
Segunda a domingo, 06h às 12h e 13h15 às 17h15
Manguinhos, Rio de Janeiro
Terça a sexta, 9h às 16h30; Sábados, 10h às 16h
Jardim Vila Velha, Ponta Grossa
Quarta a segunda, 09h às 17h
Centro, Rio de Janeiro
Terça a domingo, das 11h às 17h
Em transição de sede (Antiga Faria Lima)
Consulte o site para localizações itinerantes e nova sede em SJC
Asa Sul, Brasília
Segunda a sexta, 09h às 18h; Sábados, 09h às 13h
Centro Histórico, Ouro Preto
Terça a domingo, das 8h às 11h45 e 13h30 às 17h
Centro, Pires do Rio
Segunda a sexta, 08h às 17h